domingo, 2 de setembro de 2012

Dia 5

Dia 5 


Acho que de todos os dias que tenho escrito, acho que este me custou mais...
As recordações apertaram-me o coração com uma força inacreditável, nem estava a acreditar.
O fim de semana chegou, ou seja, o sábado chegou e na saída do trabalho senti saudade de ele estar ali, para me ir buscar, para me dar a mão e perguntar se estava bem, e beijamos-nos com tanta força que ele ate me chamava de mimalha (Mentira isso!), e la íamos para casa, muitas das vezes até encomendávamos pizza e ficávamos agarrad
os a ver o filme.
Mas era isto, o vazio continuava, e dirigi-me a casa, na chegada a casa o telemóvel toca, era uma amiga...
" Tou, quié? " ela responde-me " Olha, vamos sair, anda daí maze ", embora lhe tenha dito que não me apetecia, la fui eu, até de sapatilhas fui.
E por incrível que pareça, não me lembrei dele tantas vezes como achei que me lembraria, ainda custa, vai custar sempre, o primeiro amor fica para
a vida, as recordações guardam-se e quando tiver os meus netos, sei que ainda falarei do meu primeiro amor, de como foi vivido intensamente ate ao ultimo minuto.
Acreditem que não serve de desculpa a distancia, distancia não significa nada enquanto ainda tiverem muito para dar um ao outro, não caiam no erro de cair na monotonia, na rotina, só vos faz mal, como me fez a mim.

Partilhem, vivam, em vez de gostarem simplesmente um do outro, aprendam a perceber o que ambos sentir, a eternizar esse sentimento que vos une.
Não se importem com a cor do cabelo, a cor dos olhos, ou outro bem material, quando estiveres carregada de maquilhagem, quem ama ira ver o teu interior e nem perceber que estas carregada de maquilhagem, ele irá amar-te de uma forma incondicional, e te agarrará da forma mais quente e cativante.


 depois de longos dias a fio, eu pensei numa possibilidade de perder o orgulho, mas depois de ver tantos outros sacrificios, palavras em vão, recordações, sentimentos, mortos, eu caí de novo. alguém me conseguiu levantar, mas também consegiu enfiar na minha cabeça que se não valeu a pena até agora não valeria mais, não vale a pena derramar pequenas quantidades de água salgada, não vale a pena lutar, porque o que se tinha passado antes não tinha sido assim tão grave, mas o que se passava actualmente era sinal que não valia a pena nem lutar por algo, não valia a pena sofrer, não valia a pena deixar de sorrir, e que nem valia a pena chorar por quem não chora e não mostra qualquer marca do passado. então, eu tornei o meu olhar ainda mais frio do que já era, eu tornei a minha revolta mais consistente, e o meu sofrimento silêncioso, porque se não sofres por mim, porque que eu héi-de deixar de viver. eu parei de sorrir, mas isso é enquanto eu ainda me lembrar de esquecer de te esquecer, porque talvez seja forte demais para esquecer, seja dificil demais, tal como um verdadeiro amor.
Talvez amanha já seja tarde demais, um dia o será. é verdade eu desisti, mas tu obrigaste-me a fazê-lo, foi por ti, não por mim. cada noite e cada dia que passa é perturbador, ver o quanto é indiferente, e ver o quanto eu tinha razão, porque afinal além de gestos teus, eu sentia isso à muito tempo.


Bem, foi mais um dia.
Obrigada a todos que seguem, obrigada.
Mónica Ribeiro 

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