Dia 18 ♥
Sou apaixonada por historias incríveis.
Vou contar-vos uma...
Normalmente os amores aparecem subitamente, sem darmos conta, somos nós com os nossos passos que vamos construindo o passeio da vida, e todos eles com paragens e memorias, acredito sempre que existe alguém a cima de nós que toma conta de nós, e nos dá escolhas a fazer, vários caminhos possíveis sem sabermos a que destino irão dar.
A mim aconteceu-me... tivemos ambos vários caminhos possíveis, sem saber, que iriam dar a nós outra vez
Sem lágrimas, sem angustias, sem rancores, deixamos cada um ir para o caminho que devia seguir, sentimos uma dor miudinha, lá no fundo, era a falta, a falta que cada um fazia na sua vida, mas o orgulho tratou de fazer o resto.
Sem existir mais trocas de palavras, troca de afectos, troca de lamurias, e deixando de ser nós, passamos a ser um " eu e tu ".
A vida passava, ilusões apareceram, sorrisos, afectos, carinhos, mas o coração chamava a cabeça a razão, para não tentar tirar de lá o que não saía do coração, mas a cabeça perdeu-se rápido.
Um dia, sem termos segundas intenções e ao querermos o melhor para cada um, porque apesar de tudo, tínhamos guardado todas as lembranças, surgiu uma mensagem de despedida, e a agradecer tudo, e que íamos estar sempre ali um para o outro.
Os dias passaram, e o sono estava descontrolado, o meu coração dizia-me para confrontar, para me despedir.
E assim foi, no dia a seguir estaria no aeroporto.
Mas, infelizmente, passei a noite no hospital, cheguei a casa, deitei-me eram 5h e pensei que não ia conseguir, mas as 6 o despertador toca, eu levanto-me, anda era de noite, vesti-me, as 7h estava a sair de casa, as 7.55h estava a estacionar o carro no parque do aeroporto, as pernas já não se sentiam, corri, subi aquelas escadas rolantes, e lá estava, era ele a fazer o check-in, olhou para trás e estava eu, parada com um sorriso na cara, o meu coração parou, paramos os dois, os olhos pareciam raios ligados um ao outro, abraçamo-nos um ao outro, como se o mundo acabasse ali, parecia que nada tinha mudado, que éramos apenas nós.
E mais uma vez, estávamos ali, com caminhos traçados, e mais uma vez o mundo provou que é redondo, e por mais voltas que dês, ele volta sempre ao mesmo sitio.
Obrigada, por tudo ♥
Mónica Ribeiro
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Dia 17
Dia 17
Em vez de virar a página ou simplesmente abrir um novo capitulo, decidi fechar o livro e guarda-lo na estante.
Será melhor assim, guarda-lo, e um dia quem sabe recorda-lo, por enquanto é impossível, uma nova história espera-me.
A saudade transpira-me a almofada, mas a saudade são recordações, lembranças de que algo valeu a pena.
Quero encontrar um novo amor, um amor que me faça suspirar ao ler uma mensagem, um amor que tenha medo de me perder e que todos os dias me acarinhe, quero um amor de verdade, viver um amor intenso, quero rir-me de ter estado triste, quero alegrar-me ao ver todas as magoas ultrapassadas, quero esquecer tudo, quero esquecer que em 3 anos, tu conseguiste eliminar num mês, como disseste... quero esquecer que te dei tudo para no fim, ires embora, e e deixares assim, sem chão.
Podes ter vários amores, podes até ama-los mais do que um dia me amaste, mas não existirá ninguém com aquelas birras parvas e mimadas como eu, não existirá ninguém que pegue contigo como eu pegava, não haverá ninguém que encaixe tão bem na tua cadeirinha como eu, não existirá ninguém que faça lasanha como eu... não existirá ninguém como eu, como não existirá ninguém como tu... e isso é bom ou pelos menos dizem que sim.
Ao menos voltarei a sorrir de verdade, sem medo do que o passado foi, do que me deu, algo me espera, o que é eu não sei, mas sinto que tenho um caminho longo para percorrer.
Venha uma nova história, venha novos sorrisos... o que foi, já foi... e agradeço por tudo, por me ter feito a mulher que sou hoje.
Se ele tivesse assistido a minha vida estes últimos meses diria que está orgulhoso, que finalmente não usei ninguém para passar o tempo, sozinha fiz com que tudo fosse diferente e foi ultrapassando sozinha.
Até a proxima.
Mónica Ribeiro
Em vez de virar a página ou simplesmente abrir um novo capitulo, decidi fechar o livro e guarda-lo na estante.
Será melhor assim, guarda-lo, e um dia quem sabe recorda-lo, por enquanto é impossível, uma nova história espera-me.
A saudade transpira-me a almofada, mas a saudade são recordações, lembranças de que algo valeu a pena.
Quero encontrar um novo amor, um amor que me faça suspirar ao ler uma mensagem, um amor que tenha medo de me perder e que todos os dias me acarinhe, quero um amor de verdade, viver um amor intenso, quero rir-me de ter estado triste, quero alegrar-me ao ver todas as magoas ultrapassadas, quero esquecer tudo, quero esquecer que em 3 anos, tu conseguiste eliminar num mês, como disseste... quero esquecer que te dei tudo para no fim, ires embora, e e deixares assim, sem chão.
Podes ter vários amores, podes até ama-los mais do que um dia me amaste, mas não existirá ninguém com aquelas birras parvas e mimadas como eu, não existirá ninguém que pegue contigo como eu pegava, não haverá ninguém que encaixe tão bem na tua cadeirinha como eu, não existirá ninguém que faça lasanha como eu... não existirá ninguém como eu, como não existirá ninguém como tu... e isso é bom ou pelos menos dizem que sim.
Ao menos voltarei a sorrir de verdade, sem medo do que o passado foi, do que me deu, algo me espera, o que é eu não sei, mas sinto que tenho um caminho longo para percorrer.
Venha uma nova história, venha novos sorrisos... o que foi, já foi... e agradeço por tudo, por me ter feito a mulher que sou hoje.
Se ele tivesse assistido a minha vida estes últimos meses diria que está orgulhoso, que finalmente não usei ninguém para passar o tempo, sozinha fiz com que tudo fosse diferente e foi ultrapassando sozinha.
Até a proxima.
Mónica Ribeiro
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Dia 16
Dia 16 ♥
São 2 da manhã, prevejo uma noite longa.
Já soube da noticia, fiquei perplexa, fiquei sem chão, sem ar, sem palavras, e as minhas lágrimas caíram sem fim, e a minha reacção foi única " Eu vou atrás dele ", e responderam-me " Não faças disso, isso é como ires atrás de alguém que não conheces, ires atrás de alguém que ja nem se deve lembrar de ti " ... e eu pensei com o coração.
Se calhar é o melhor que tenho a fazer, se calhar estou a ser egoísta e pensar em mim, então será melhor assim, eu deixarei ir, sem saber que eu alguma vez soube, que eu alguma vez deixei cair tantas lágrimas sem saber o quanto eu desejei ir com ele, seja para o que fosse, mas do lado dele o mundo seria diferente.
Vai, vai a tua vontade, olha que levas aí o meu bem mais precioso, eu fico cá mas levas aí um coração, ele é mole mas bate ainda muito, bate ainda desde o dia em que me cantaste a far away, desde o primeiro amo-te as 5.55 da manha, e até ao primeiro beijo , desde a primeira noite juntos, ate ao primeiro almoço, lanche jantar, desde a primeira discussão há primeira reconciliação, desde os mimos ao amuos, desde a tua ternura ao teu encanto, desde o teu dedo mais pequeno do pé ate a ultima pontinha de cabelo, desde mim até ti, desde tudo...
Que Deus esteja do teu lado, eu pedi-lhe para tomar conta de ti, para tomar conta desse sorriso traquina que tanto invejo, desse teu olhar e dessas pestanas, para tomar conta dessa tua inteligência incrível.
Vou lembrar-me de ti, mesmo sabendo que o teu sorriso está bem, lindo como sempre, mesmo sabendo que nem te lembras de mim, eu estarei aqui...
Desejo-te toda a felicidade do mundo.
Adeus :')
Mónica Ribeiro
São 2 da manhã, prevejo uma noite longa.
Já soube da noticia, fiquei perplexa, fiquei sem chão, sem ar, sem palavras, e as minhas lágrimas caíram sem fim, e a minha reacção foi única " Eu vou atrás dele ", e responderam-me " Não faças disso, isso é como ires atrás de alguém que não conheces, ires atrás de alguém que ja nem se deve lembrar de ti " ... e eu pensei com o coração.
Se calhar é o melhor que tenho a fazer, se calhar estou a ser egoísta e pensar em mim, então será melhor assim, eu deixarei ir, sem saber que eu alguma vez soube, que eu alguma vez deixei cair tantas lágrimas sem saber o quanto eu desejei ir com ele, seja para o que fosse, mas do lado dele o mundo seria diferente.
Vai, vai a tua vontade, olha que levas aí o meu bem mais precioso, eu fico cá mas levas aí um coração, ele é mole mas bate ainda muito, bate ainda desde o dia em que me cantaste a far away, desde o primeiro amo-te as 5.55 da manha, e até ao primeiro beijo , desde a primeira noite juntos, ate ao primeiro almoço, lanche jantar, desde a primeira discussão há primeira reconciliação, desde os mimos ao amuos, desde a tua ternura ao teu encanto, desde o teu dedo mais pequeno do pé ate a ultima pontinha de cabelo, desde mim até ti, desde tudo...
Que Deus esteja do teu lado, eu pedi-lhe para tomar conta de ti, para tomar conta desse sorriso traquina que tanto invejo, desse teu olhar e dessas pestanas, para tomar conta dessa tua inteligência incrível.
Vou lembrar-me de ti, mesmo sabendo que o teu sorriso está bem, lindo como sempre, mesmo sabendo que nem te lembras de mim, eu estarei aqui...
Desejo-te toda a felicidade do mundo.
Adeus :')
Mónica Ribeiro
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Dia 15
Dia 15 ♥
É confuso como tudo muda e a forma como o nosso pensamento se enquadra nas mudanças.
Passei no sitio onde foi o primeiro beijo e pensei " Parece que nos estou a ver " ... parei, sentei-me lá, e pus-me a recordar, a relembrar, a sonhar novamente.
Não chorei, não sorri, fiquei imobilizada pelas recordações.
Lembro-me do primeiro dia, da primeira mensagem depois de sairmos da beira um do outro, lembro-me que não foi preciso um pedido formal de namoro, lembro-me que o primeiro beijo foi sentido e os nossos olhos cruzaram-se e formaram laços intensos, lembro-me que a partir daí eu era tua, assim como tu eras meu, sem medos ou preconceitos, éramos só nós, lamechas, românticos chatos, ciumentos, cheios de mimo para dar e receber, éramos apenas nós e isso fazia-nos especiais.
Lembro-me ainda como foi dormir agarrada a tua barriga quente pela primeira vez, lembro-me de te ter agarrado, e adormecido tão rápido sentia-me confortável e ao mesmo tempo segura, só do teu lado o tempo era sempre pouco, passamos por situações incríveis, discutíamos pelas coisas mais parvas, mas admite... a reconciliação era ainda melhor.
Lembro-me de estares deitado no sofá, e eu acordar-te com um beijinho, não conseguia deixar de te ver dormir, era lindo, a tua cara era de conforto, mas quando queria ver televisão apetecia-me matar-te por me fazeres passar horas sentada na cozinha com o pescoço dobrado.
Lembro-me ainda, da primeira tentativa da lasanha, e tu gostaste muito, por ti era isso todas as semanas, mesmo que enjoasses, eu sabia que comias e sorrias, porque só me querias ver bem.
Lembro-me de de irritares comigo e eu de amuar, lembro-me também de dançares para mim, paravas, davas-me um beijo e começavas, e eu para pegar contigo fazia de conta que não estava atenta, e tu ficavas chateado e eu ria-me com a tua cara de de amuado.
Lembro-me dos teus risos mais parvos, mais sinceros, mais desagradáveis das brincadeiras mais parvas, e lembro-me também de todas as conversas serias, de todos os nossos desabafos, lembro-me de todos os nossos passeios, de todas as formas como nos fazíamos bem, lembro-me de te querer cada dia mais, lembro-me de me apaixonar por ti, por todas as tuas coisas, lembro-me de te querer com todas as qualidades e defeitos, lembro-me da tua teimosia, da tua paciência, das horas de espera, de quando foste operada e eu estava mais preocupada que tu, lembro-me de tudo, desde o primeiro momento ao ultimo.
Lembro-me ... de te teres ido embora e esqueceres de tudo o que me lembro.
Obrigada a todos os leitores,
Mónica Ribeiro
É confuso como tudo muda e a forma como o nosso pensamento se enquadra nas mudanças.
Passei no sitio onde foi o primeiro beijo e pensei " Parece que nos estou a ver " ... parei, sentei-me lá, e pus-me a recordar, a relembrar, a sonhar novamente.
Não chorei, não sorri, fiquei imobilizada pelas recordações.
Lembro-me do primeiro dia, da primeira mensagem depois de sairmos da beira um do outro, lembro-me que não foi preciso um pedido formal de namoro, lembro-me que o primeiro beijo foi sentido e os nossos olhos cruzaram-se e formaram laços intensos, lembro-me que a partir daí eu era tua, assim como tu eras meu, sem medos ou preconceitos, éramos só nós, lamechas, românticos chatos, ciumentos, cheios de mimo para dar e receber, éramos apenas nós e isso fazia-nos especiais.
Lembro-me ainda como foi dormir agarrada a tua barriga quente pela primeira vez, lembro-me de te ter agarrado, e adormecido tão rápido sentia-me confortável e ao mesmo tempo segura, só do teu lado o tempo era sempre pouco, passamos por situações incríveis, discutíamos pelas coisas mais parvas, mas admite... a reconciliação era ainda melhor.
Lembro-me de estares deitado no sofá, e eu acordar-te com um beijinho, não conseguia deixar de te ver dormir, era lindo, a tua cara era de conforto, mas quando queria ver televisão apetecia-me matar-te por me fazeres passar horas sentada na cozinha com o pescoço dobrado.
Lembro-me ainda, da primeira tentativa da lasanha, e tu gostaste muito, por ti era isso todas as semanas, mesmo que enjoasses, eu sabia que comias e sorrias, porque só me querias ver bem.
Lembro-me de de irritares comigo e eu de amuar, lembro-me também de dançares para mim, paravas, davas-me um beijo e começavas, e eu para pegar contigo fazia de conta que não estava atenta, e tu ficavas chateado e eu ria-me com a tua cara de de amuado.
Lembro-me dos teus risos mais parvos, mais sinceros, mais desagradáveis das brincadeiras mais parvas, e lembro-me também de todas as conversas serias, de todos os nossos desabafos, lembro-me de todos os nossos passeios, de todas as formas como nos fazíamos bem, lembro-me de te querer cada dia mais, lembro-me de me apaixonar por ti, por todas as tuas coisas, lembro-me de te querer com todas as qualidades e defeitos, lembro-me da tua teimosia, da tua paciência, das horas de espera, de quando foste operada e eu estava mais preocupada que tu, lembro-me de tudo, desde o primeiro momento ao ultimo.
Lembro-me ... de te teres ido embora e esqueceres de tudo o que me lembro.
Obrigada a todos os leitores,
Mónica Ribeiro
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Dia 14
Dia 14 ♥
Existem etapas duma vida, que é melhor guardar para nós.
Conheci uma menina, uma menina que foi feliz durante esses anos de namoro, uma menina que deu tudo, mas tudo tem um fim.
Foram-se sonhos e promessas em vão.
Quando ela achou que tudo estava a ir bem, o seu coração já não tremia, o seu coração já não batia tão forte, algo aconteceu inesperadamente.
Uma dor, uma dor forte que sem saber, lhe mudaria a vida, que mudaria tudo.
A dor continuava, as tonturas, os atrasos, mas já tinha sido normal antes, não haveria problema, mas a dor continuava, a indisposição, tudo começava a ser fora do normal.
Foi parar ao hospital, as lágrimas caíram, o que se estaria a passar, a menina continuava preocupada.
Os médicos fizeram exames, analisaram a dor e a noticia estava a chegar, o corpo da menina tremia, o corpo ficava dormente, a dor estancava.
Já se ouvia os passos, aqueles passos lentos e que parecem demorar eternidades.
Os olhos já diziam tudo, era um dos sonhos a caminho, nasceria dentro de meses, o coração da menina parou, ficou sem ar e sem chão.Ninguém reagiu, ninguém falou, a tensão era notável, os olhos enchiam-se de água.
Só a mãe estava presente, e não falou, apenas a abraçou, aquele abraçou simbolizou tudo, mas não havia por onde pensar, não havia por onde existir escolhas, a solução era só uma... e aconteceu, a menina chorou dias a fio, mas seria o melhor, o rapaz já não ia estar presente nem ia querer saber, tinha que ser assim.
Mais tarde, fez-se exames e tudo estava bem, tudo tinha voltado ao normal, e aí sim, avisou o rapaz só para se sentir tranquila, então disse-lhe que tudo estava bem, e que as suas vidas seguiam em frente.
Mas a verdade ficou com ela, apenas para não o magoar e sentir pena, ela só queria que ele fosse feliz, sabendo ela que ele já nem pensava nela, já não fazia sentido mostrar-lhe dor, mostrar saudade...
E ainda assim, a menina ainda adormece e sonha, sonha a passear no jardim com o rapaz com quem partilhou uma vida, agarrada ao menino a quem, em tempos, já lhe tinham dado um nome, e sorrirem juntos como se fossem família, como se o mundo ainda fosse perfeito.
Mas, tudo não passa de sonhos e é neles que a menina se sente segura, onde ainda recebe sorrisos traquinas e abraços apertados.
Falar sempre foi mais fácil, mas só esta menina sabe o que sentiu e o que ainda sente, o quanto é difícil caminhar sozinha com este aperto no coração, saber que em tempos, tudo podia ter sido diferente...
Bem, por hoje é só.
Mónica Ribeiro
Existem etapas duma vida, que é melhor guardar para nós.
Conheci uma menina, uma menina que foi feliz durante esses anos de namoro, uma menina que deu tudo, mas tudo tem um fim.
Foram-se sonhos e promessas em vão.
Quando ela achou que tudo estava a ir bem, o seu coração já não tremia, o seu coração já não batia tão forte, algo aconteceu inesperadamente.
Uma dor, uma dor forte que sem saber, lhe mudaria a vida, que mudaria tudo.
A dor continuava, as tonturas, os atrasos, mas já tinha sido normal antes, não haveria problema, mas a dor continuava, a indisposição, tudo começava a ser fora do normal.
Foi parar ao hospital, as lágrimas caíram, o que se estaria a passar, a menina continuava preocupada.
Os médicos fizeram exames, analisaram a dor e a noticia estava a chegar, o corpo da menina tremia, o corpo ficava dormente, a dor estancava.
Já se ouvia os passos, aqueles passos lentos e que parecem demorar eternidades.
Os olhos já diziam tudo, era um dos sonhos a caminho, nasceria dentro de meses, o coração da menina parou, ficou sem ar e sem chão.Ninguém reagiu, ninguém falou, a tensão era notável, os olhos enchiam-se de água.
Só a mãe estava presente, e não falou, apenas a abraçou, aquele abraçou simbolizou tudo, mas não havia por onde pensar, não havia por onde existir escolhas, a solução era só uma... e aconteceu, a menina chorou dias a fio, mas seria o melhor, o rapaz já não ia estar presente nem ia querer saber, tinha que ser assim.
Mais tarde, fez-se exames e tudo estava bem, tudo tinha voltado ao normal, e aí sim, avisou o rapaz só para se sentir tranquila, então disse-lhe que tudo estava bem, e que as suas vidas seguiam em frente.
Mas a verdade ficou com ela, apenas para não o magoar e sentir pena, ela só queria que ele fosse feliz, sabendo ela que ele já nem pensava nela, já não fazia sentido mostrar-lhe dor, mostrar saudade...
E ainda assim, a menina ainda adormece e sonha, sonha a passear no jardim com o rapaz com quem partilhou uma vida, agarrada ao menino a quem, em tempos, já lhe tinham dado um nome, e sorrirem juntos como se fossem família, como se o mundo ainda fosse perfeito.
Mas, tudo não passa de sonhos e é neles que a menina se sente segura, onde ainda recebe sorrisos traquinas e abraços apertados.
Falar sempre foi mais fácil, mas só esta menina sabe o que sentiu e o que ainda sente, o quanto é difícil caminhar sozinha com este aperto no coração, saber que em tempos, tudo podia ter sido diferente...
Bem, por hoje é só.
Mónica Ribeiro
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Dia 13
Dia 13 ♥
Incrível como as coisas acontecem...
Eu, passei 3 horas, 47 minutos e 13 segundos ao telemóvel, e as 5.55h da manhã, ouvi o primeiro amo-te, o meu sorriso tornou-se verdadeiro, a vida ganhou sentido...
Dias foram passando, o amor foi construindo e estabilizando.
Daí surgiram momentos únicos, momentos encantados, que fizeram de mim a mulher mais feliz, tudo que fazia encandeava os meus olhos, e eu não via mais nada, era o melhor que tinha...
mas as incertezas foram surgindo e eu fui-me magoando mas sempre lutando, por saber que podia ser diferente e que ia conseguir, após cansada de lutar e sofrer, tudo volta a estabilizar e passamos juntos tudo o que havia para viver, aprendi a fazer a lasanha que ele gostava tanto, tentava surpreende-lo sem ele estar a contar, fazia surpresas parvas a espera dum sorriso, e tornei-me a pessoa mais mimalha do mundo, era a loucura de o amor, era a loucura dos dias perfeitos, ao fim de 3 anos, passamos uma fase mais complicada, a distancia...
mas quem disse que a distancia é impedimento quando existe amor?
Então se calhar, era por isso... Ja não existia amor...
eu tentei acreditar que não, que era tudo a distancia mas a vida foi-me mostrando ao longo destes meses que não, eu apenas perguntava " Ele está bem? " , e a resposta era sempre a mesma " ele é forte, ele já seguiu em frente, ele está feliz "... e lá no fundo ficava contente por isso... e ainda ouço " Então filha, sabes se ele está bem? " e eu sorrio, porque é a forma mais fácil de responder.
Os dias passam e chego a conclusão que nada vale a pena, já não vale a pena tudo o que fazemos, porque sem culpa, ficamos sempre com a culpa...
eu sou obrigada a ficar com a culpa, eu sou obrigada a sofrer com ela, sou obrigada a ouvir coisa que nem perguntei...
Deixem a vida tomar o rumo que ela tem de tomar, deixem ficar o que fica de bom, senão mais tarde o que historia de amor vão ter para contar? uma cheia de dor e frustração? Cair nesse erro é o pior que se pode fazer...
Quanto mais tento guardar o melhor, aparece o pior e estraga tudo o que a vida me deu para sorrir...
Fiz tudo o que podia para receber tudo isto em troca... Não merecia, não merecia mesmo!
Façam o favor de serem felizes, a felicidade vai aparecer, a felicidade vai ser a vitória dos nossos corações, e se já têm uma relação... lutem por ela...
Um beijo,
Mónica Ribeiro
Incrível como as coisas acontecem...
Eu, passei 3 horas, 47 minutos e 13 segundos ao telemóvel, e as 5.55h da manhã, ouvi o primeiro amo-te, o meu sorriso tornou-se verdadeiro, a vida ganhou sentido...
Dias foram passando, o amor foi construindo e estabilizando.
Daí surgiram momentos únicos, momentos encantados, que fizeram de mim a mulher mais feliz, tudo que fazia encandeava os meus olhos, e eu não via mais nada, era o melhor que tinha...
mas as incertezas foram surgindo e eu fui-me magoando mas sempre lutando, por saber que podia ser diferente e que ia conseguir, após cansada de lutar e sofrer, tudo volta a estabilizar e passamos juntos tudo o que havia para viver, aprendi a fazer a lasanha que ele gostava tanto, tentava surpreende-lo sem ele estar a contar, fazia surpresas parvas a espera dum sorriso, e tornei-me a pessoa mais mimalha do mundo, era a loucura de o amor, era a loucura dos dias perfeitos, ao fim de 3 anos, passamos uma fase mais complicada, a distancia...
mas quem disse que a distancia é impedimento quando existe amor?
Então se calhar, era por isso... Ja não existia amor...
eu tentei acreditar que não, que era tudo a distancia mas a vida foi-me mostrando ao longo destes meses que não, eu apenas perguntava " Ele está bem? " , e a resposta era sempre a mesma " ele é forte, ele já seguiu em frente, ele está feliz "... e lá no fundo ficava contente por isso... e ainda ouço " Então filha, sabes se ele está bem? " e eu sorrio, porque é a forma mais fácil de responder.
Os dias passam e chego a conclusão que nada vale a pena, já não vale a pena tudo o que fazemos, porque sem culpa, ficamos sempre com a culpa...
eu sou obrigada a ficar com a culpa, eu sou obrigada a sofrer com ela, sou obrigada a ouvir coisa que nem perguntei...
Deixem a vida tomar o rumo que ela tem de tomar, deixem ficar o que fica de bom, senão mais tarde o que historia de amor vão ter para contar? uma cheia de dor e frustração? Cair nesse erro é o pior que se pode fazer...
Quanto mais tento guardar o melhor, aparece o pior e estraga tudo o que a vida me deu para sorrir...
Fiz tudo o que podia para receber tudo isto em troca... Não merecia, não merecia mesmo!
Façam o favor de serem felizes, a felicidade vai aparecer, a felicidade vai ser a vitória dos nossos corações, e se já têm uma relação... lutem por ela...
Um beijo,
Mónica Ribeiro
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