terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dia 7

Dia 7 

Tem sido dias complicados, dias mais intensos.
Tenho dado importância a cada pormenor, a cada instante de tempo, mesmo que não consiga, eu tento...
Esta manhã acordei bem cedo, por volta das 8h da manhã, pois tinha de ir tratar da minha vida antes de ir de ferias, e ao descer a rua para apanhar o autocarro, o meu sapato começou a romper, a cada passo que dava, ele rompia mais.
Tive de apanhar o autocarro e sair na sapataria mais próxima, ao comprar outros sapatos percebi que "Nada nem ninguém é insubstituível " mas também aprendi que " nem tudo é igual ", pois estes novos eram menos confortáveis.
Pelo caminho, na chegada ao Porto, estive com uma pessoa que sempre tive um imenso carinho, um menino mimado mas fenomenal, que me acompanhou ate a próxima paragem, esteve comigo, conversamos, recordamos e entretanto cada um seguiu caminho...
Eu a pensar cá para os meus botões que o dia começava a correr bem, até que me engano na paragem que devia sair (andei tanto), mas enquanto andei, fui idealizando os meus próximos dias, mas não valia a pena, nada corre como se prevê.
Tratei dos assuntos e quando dei por ela, ja estava a correr o mesmo caminho de volta, fui almoçar pela rua santa Catarina, e sozinha, percebi que conseguia fazer, bastava acreditar em mim.
As horas foram passando, e quanto mais caminho sozinha mais me apercebo que não é assim tão mau estar sozinha, desta vez acho que estou a fazer o certo, sem ilusões, sem cumplicidades, e criando apenas amizades, amizades essas que tenho valorizado.
O mau humor é visível nas ruas, a tensão no olhar das pessoas é tão notável, mas podemos tornar a vida tão cheia de vida e valor.
Está na hora de soltarmos o bom de nós, rasgar o sorriso mais bonito que temos, e aproveitar todos os segundos, esquecer as decepções, essas só nos vão tornar mais fortes.
O mundo torna-se cada vez mais frio e cinzentos, quando a chuva cair , irá notar-se mais.
Aproveitem mesmo quando não quiserem, porque vai ser quando mais precisarem.

Beijinhos,
Mónica Ribeiro 

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