Dia 17
Em vez de virar a página ou simplesmente abrir um novo capitulo, decidi fechar o livro e guarda-lo na estante.
Será melhor assim, guarda-lo, e um dia quem sabe recorda-lo, por enquanto é impossível, uma nova história espera-me.
A saudade transpira-me a almofada, mas a saudade são recordações, lembranças de que algo valeu a pena.
Quero encontrar um novo amor, um amor que me faça suspirar ao ler uma mensagem, um amor que tenha medo de me perder e que todos os dias me acarinhe, quero um amor de verdade, viver um amor intenso, quero rir-me de ter estado triste, quero alegrar-me ao ver todas as magoas ultrapassadas, quero esquecer tudo, quero esquecer que em 3 anos, tu conseguiste eliminar num mês, como disseste... quero esquecer que te dei tudo para no fim, ires embora, e e deixares assim, sem chão.
Podes ter vários amores, podes até ama-los mais do que um dia me amaste, mas não existirá ninguém com aquelas birras parvas e mimadas como eu, não existirá ninguém que pegue contigo como eu pegava, não haverá ninguém que encaixe tão bem na tua cadeirinha como eu, não existirá ninguém que faça lasanha como eu... não existirá ninguém como eu, como não existirá ninguém como tu... e isso é bom ou pelos menos dizem que sim.
Ao menos voltarei a sorrir de verdade, sem medo do que o passado foi, do que me deu, algo me espera, o que é eu não sei, mas sinto que tenho um caminho longo para percorrer.
Venha uma nova história, venha novos sorrisos... o que foi, já foi... e agradeço por tudo, por me ter feito a mulher que sou hoje.
Se ele tivesse assistido a minha vida estes últimos meses diria que está orgulhoso, que finalmente não usei ninguém para passar o tempo, sozinha fiz com que tudo fosse diferente e foi ultrapassando sozinha.
Até a proxima.
Mónica Ribeiro
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